"Amor não é uma substância ou uma essência que nasce com o indivíduo. Amor é uma coisa que se aprende, que se inventa, que se faz. Se sustentar em uma metafísica do amor como algo apenas sublime, e essencialmente romântico pode nos levar ao pior. Amor é uma questão significante. Reduzir o amor a sua faceta mais idealizada, romântica e pueril é no mínimo ingênuo e arriscado. Pois coloca o significante como idêntico a um sentido específico, impondo um único conceito possível, ou certo para o que daremos o nome de amor. A narrativa do amor cortês é a tentativa da sublimação do desejo, um refúgio social, uma forma de defesa contra o estranhamento causado pelo desejo. Desde Lacan podemos também pensar o amor como a sublimação do desejo, como um fato cultural.. O amor pode ter muitos nomes, facetas e diversas saídas ... Inclusive mortíferas." Willian Mac